Vicioso
Um poeminha de coração partido
ouço a sentença
a sentença que estilhaça a realidade adeus ao chão, enlouquece a gravidade me adoece, assassina a sanidade
a sentença tatuada em meus tímpanos ecoa, ainda soa qual cruel címbalo da minha infelicidade foi o dínamo
mas eu te amo
eu te amo, e odeio te amar te odeio, como posso perdurar sem o que me alimenta, sem o meu ar?
“eu te amo”: essas três deram o poder de destruir, colapsar todo o meu ser quisera eu revogar, retroceder
quero esquecer
quero esquecer ser tão feliz ao teu lado teu sorriso gentil, toque delicado o respirar, o gemido, e o punho atado
quero esquecer a eternidade pretensa pois eu já sei que a cura dessa doença não é ódio, não é amor, é indiferença
ouço a sentença